“Mas o que é bom se termina
- cumpriu-se o velho ditado.”
Concordo com o velho Jayme. O que é bom geralmente termina rápido. E foi ao passo do ritmo acelerado das coisas boas que eu não vi passar os três dias que fiquei em Porto Alegre. Como alguns de vocês sabem, eu fui conidado pela De Fronteira Produções Artísticas para ver o Lançamento Oficial do DVD O Campo Ao Vivo que aconteceu no Parque Harmonia (Maurício Sirotski Sobrinho), na Casa do Gaúcho, na última quarta-feira, 20/08. E lá estive, junto com minha namorada Renata, pra ser testemunha de um dos eventos culturais que nem mesmo a ação do tempo e da finitude humana serão capazes de me fazer esquecer.

Na quarta-feira pela manhã eu cheguei na capital dos rio grandenses e a tarde fui para o Parque Harmonia conferir a passagem de som para o show. Lá, encontrei com o dueto que se preparava para o lançamento oficial, o evento que selaria de vez a invasão d’O Campo à cidade. O clima era de descontração e ao mesmo tempo emoção. Enquanto a equipe de som, luz e imagem preparava o espetáculo, esses tauras testavam todos os detalhes dos instrumentos e deram, para quem estava presente, alguns regalos, como por exemplo, Rogério Melo tocando uma oito baixos de botão e César Oliveira fazendo um fundo com dois afuchés ao mesmo tempo.
Numa simplicidade, tal qual a música e o trabalho que escreve, mas com a seriedade de um gauchaço modelo que o é, chega Rogério Villagrán e de mão em mão cumprimenta os presentes. Não sabe o taura que conhecê-lo, mesmo que “de relancina”, foi mais um sonho realizado desde que comecei a acompanhar o trabalho não só da dupla, mas de todos os envolvidos com suas músicas.

A noite, assisti o que considero um dos melhores shows que já participei — senão o melhor — ao lado de monstros sagrados da música gaúcha que atenderam ao apelo dos dois em benefício do Galpão Crioulo do Asilo Padre Cacique, como Juliano Gomes, Mauro Moraes, Daniel Torres, etc.

Na quinta, ainda no hotel, recebo uma ligação da Monica Boeira, apresentadora do programa Pátria Pampa na Rádio Rural AM e produtora da dupla, dizendo que eu seria o entrevistado do programa naquele dia. Fiquei quase duas horas tentando recobrar os sentidos: por quê eu? O que eu faço de tão especial além da minha obrigação de compartilhar com vocês, leitores, esse legado cultural que César e Rogério deixam para essa cultura que eu adotei como minha e que, mui respeitosamente, o fazem de forma brilhante? Pois lá estava, mesmo morto de vergonha. A quem escutou o programa, espero que tenha gostado das poucas e tímidas palavras, na esperança de que eu não tenha falado nenhuma besteira.

O fato é que foram três dias respirando cultura e pisando no chão sagrado do Rio Grande, onde a gente precisa pedir a bênção quando chega e quando sai. E o resultado dessa minha estada por lá, você leitor vai conferir nos próximos posts que estou preparando com fotos, vídeos e textos que produzi enquanto estava lá. Espero que gostem e que sintam, através destes relatos multimídia, o que um catarina batizado gaúcho por adoção de cultura, tem a dizer.
Em tempo, agradeço à De Fronteira, ao César, ao Rogério e à Mônica pela oportunidade e a hospitalidade típica gaúcha! A vocês, o meu MUITO OBRIGADO!
Daniel querido! sou visitante assidua do blog, estou sempre por aqui para estar por dentro das novidades dos nossos queridos César e Rogério! Mas estou triste pois vc não colocou mais os programas da Rádio e eu não posso escutar… pq vc não está postando mais os programas??? Um beijão pra vc e continue sempre fazendo a nossa alegria postando aqui no blog!