Nessa última semana aconteceu no CTG Os Praianos, na cidade de São José, SC, O 28o Rodeio Nacional. César Oliveira e Rogério Melo tem sido frequente nesse que é o maior rodeio do litoral catarinense, apesar de não terem participado no ano passado. E até por isso, pela falta que fizeram no rodeio do ano passado e pela ausência em outros shows esporádicos que faziam por estas plagas, a saudade que os catarinenses litorâneos estavam da dupla era incrível.
Pra vocês entenderem o tempo que ficamos sem poder assistir um show, caros leitores e fãs, nós ainda nem tivemos a oportunidade de ver o novo gaiteiro Edilberto Bérgamo tocar, que está substituindo o nosso querido Nielsen Santos, e o Gilnei Oliveira que voltou a dupla após a saída de Rodrigo Maia. Sequer tínhamos visto o show deles após o lançamento do trabalho “Procedência”.
Não foi a toa que mais de 10 mil pessoas prestigiaram o show dessa que é a dupla mais bagual do Rio Grande. Após o show de Cristiano Quevedo, outro grande cantor da nossa música, César e Rogério entraram no palco e mais uma vez deram uma aula de folclore gaúcho e pampeano.
E valeu a pena esperar, como sempre vale!
O show continua mantendo as características marcantes desses dois tauras. Pudemos notar músicas do CD O Campo, como “Gaúcha” que cairam nas graças do público sendo executadas, as imortais polcas, “Apaisanado”, “Lá na Fronteira”, “Os Loco lá da Fronteira”, “Pra bailar de cola atada” e “Prego na Bota” do inesquecível cd Pátria Pampa e as novas como “Domador Loco”, “Regional” e “Velório do Juca Torto”.
E as chacareras?
É claro que eu não esqueci delas. Há 4 anos atrás eu disse após o show de Santo Amaro da Imperatriz: “o bombo leguero parece que bate dentro do peito da gente”. Eu repito: esse instrumento do folclore argentino é sempre marcante, sempre emocionante; não tem como um ser vivente, ao ouvir “Chakay Manta” e “Bastos, Potros e Guitarras”, não se emocionar. Vejam esse vídeo e digam se estou mentindo:
Maxixe
Antes de tocar Domador Loco, Rogério conta a história desse “maxixe” que os “maxixeiros” Ênio Medeiros e Rogério Villagrán fizeram. Sim, é claro que é uma brincadeira do Rogério Melo, estou sendo irônico. Vejam:
Pra Bailar de Cola Atada, finalizando o show e homenageando o Negrinho
O show teve momentos marcantes como sempre, já havia dito isso no início do post. Mas a felicidade em poder compartilhar desse folclore lindo e rico que é o sureño, foi evidente durante todo o show. Porém no final da apresentação tivemos uma notícia triste, já havia sido divulgada no site oficial da dupla durante o dia. Neste sábado, infelizmente nos deixara uma grande referência de César Oliveira e Rogério Melo, quiçá de muita gente que convive no meio cultura gaúcho: José “Negrinho” Machado,vitimado de um câncer. No intervalo de Pra Bailar de Cola Atada, como sempre acontece, além da apresentação dos músicos, os agradecimentos a equipe de som e uma saudação aos espectadores, César Oliveira dedicou este show a este grande homem que foi o Zé Machado.
Com certeza essa hora ele está “bem lindo gineteando, só d’em pêlo no aporreado…” , como diz Rosilho Maleva.
E aqui eu deixo o meu sentimento a todos que conviveram com este taura que com certeza fará falta na vida de muita gente.
Registrei no vídeo:
E que venha “Cantigas para o meu chão”, que venham mais shows e que possamos compartilhar cada vez mais, e fazer crescer dentro dos nossos corações esse folclore que hermana muita gente.
PS: um abraço ao querido amigo Everton Vebber, parceiro de truco e de costela gorda, que compartilhou conosco a emoção do show de sábado!
PS2: dessa vez não fiz os vídeos com uma câmera digital, e sim uma filmadora digital. A imagem e o áudio ficaram mil vezes melhores, porém a inabilidade como cinegrafista tremeram alguns vídeos
PS3: as fotos do post foram da Renata, já que eu estava filmando ela fez as vezes das imagens. Ficaram sensacionais, em tempo!


