Título: Domador Loco
Letra: Rogério Villagrán
Ritmo:
Parece que eu já nasci com relho e tento na mão
Tirador meia-canela e espora riscando o chão
Já vim montado num basto, também de chapéu tapeado
E me esperavam aqui no mundo com um potro de queixo atado
Trouxe bocal e maneia, uns maneador e buçal
arreio e corda forte que é pra lidar com os bagual
espora de sete dentes pra ginetear o destino
que Deus reserva pra os homem e ver se escrevo meu nome nas paleta de um malino
[Declamação]
E quando eu sair pra o mundo, eu não quero ser doutor
quero chegar numa estância e me justá de domador
onde tenha potro xucro só de raça caborteira
que num coice apague o rastro
que saia arrancando o pasto e toque de lado as basteiras
Eu quero tudo veiaco, coiceiro e manoteador
que tenha cosca na boca, empachado e boleador
que sejam tudo bocudo, que eu canse os braços golpeando
Que custe a ficar sujeito, que encoste o queixo no peito, que caia e fique roncando
Eu só não escolho o pêlo pois nenhum se bota fora
que andem só de lombo duro se assustando das esporas
volto pra enfrená a potrada quando o inverno vier chegando
porque chuva não me estorva e voltem na segunda sova, tudo potro e veiaqueando
E o pau vai pegar…
