[Letra] Tango do Bochincheiro
Título: Tango do Bochincheiro
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Rogério Melo
Ritmo: Tango
Albuns:
[Declamado]
Na noite grande gaguejava um bandoneon
Vim no rastro deste som prá baila de cola atada
No rancho velho barreado, tava fervendo o surungo
E eu atei o meu matungo bem debaixo da ramada
Na porta tinha uma parda e metida a facão sem cabo
E um negro brabo, com fama de revolveiro.
Do tipo que numa rusga bota fogo pelas venta
Quem não agüenta não se meta a bochincheiro.
Mas acredito no santo que me protege
não sou herege, confio em mim e nos meus
E numa adaga, bicuda, cabo de prata
Que se não mata encomenda a alma pra Deus.
Me toca um tango, paysano, me toca um tango
Ou vai no mango ou vai no grito de ala-pucha,
Me toca um tango, prá mode dança cortado
Que um bochincho no meu pago é festa de gente gaúcha.
[Declamado]
Tirei a filha mais nova de um tal de Acácio
Sai firme no tangaço, apertando a tianga do meio
E o negro brabo não gostou do desaforo
Me atropelo, feito um touro, e o tempo se parou feio.
Detesto macho ciumento que por china se descamba
Já tinha metido uns samba que deixei lá nas macega,
Foi bem assim de vereda, fedeu a água de bucho
Porque um gaúcho morre seco e não se entrega.
Pala num braço e na outra mão minha adaga
Por nada estraga esta reunião de caranchos
Que tastaveando na escuridão se pechavam
Enquanto me procuravam eu botei fogo no rancho








