[Letra] Num posto, num fim de mundo
Título: Num posto, num fim de mundo
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Rogério Melo
Ritmo: Chamamé
Albuns:
Troveja mágoas do agosto
Baldas de tempo grongueiro
Trago amilhado um parceiro
Patas brasinas, gateado
Que quando o dia é dos brabos
E o passo se para fundo
Num posto, num fim de mundo
É quem me tira garreado
A vacage do espinilho
Vem despejando o terneiro
E o destino de posteiro
Se arrocina no serviço
Compromisso é compromisso
Não tem se boca entaipada
Quando não chove, cai geada
O inverno é feito pra isso
Num posto, num fim de mundo
As léguas são mais compridas
As tardes mais encardidas
E as horas custam passar
Camperear e camperear
É o que me toca na vida
Graças a Deus tenho a lida
Que me permite sonhar
O campomar encharcado
Já pesa mais um poquito
E o vento segue maldito
Riscando o vão da canhada
Uma borrega atracada
Não deu pra salvar o cordeiro
É assim no mundo campeiro
As vez se perde a parada
Desencilho no galpão
Onde a intempérie se acalma
O mate que aquece a alma
Sustenta um vício profundo
Um rádio gasta os segundos
Entre milongas e prosas
E a noite adentra morosa
Num posto, num fim de mundo








