[Letra] Estampa de Peão Fronteiro
Título: Estampa de Peão Fronteiro
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Mauro Moraes
Ritmo: Chamamé
Albuns:
Uma perdiz a lo largo
Voa e assombra o bagual
Vou tenteando no bocal
E deixo o potro sentado
Afrouxo o corpo e entonado
Faço um bichinho com a boca
Por que um susto é coisa pouca
Pra quem vive enforquilhado
E se o ventena se arrasta
Batendo firme os esteio
Eu saio atando no reio
Caixão golpeado pra trás
É bem assim que se faz
Nos pagos da minha Santana
Porque a alma castelhana
Não se entrega assim no más
E sempre nos fins de tarde
Um mate novo me espera
E uma flor de primavera
Pra matear junto comigo
Se a lida bruta é um perigo,
Seu beijo doce me acalma
E amanso as coisas da alma
Quando em seus braços me abrigo
Não é changa paisanito
A vida que a gente leva
Que a sorte arisca, maleva
Venha do jeito que vier
Pois tendo rancho e mulher
Parceira, sempre, pra um mate
O resto é luta, faz parte
Seja como Deus quiser
Ainda tenho um tordilha
E dois ovelheiros picassos
Mais a força do meu braço
E um quatro tentos grongueiro
O velho estilo campeiro
Na cadência das esporas
E a ciência do campo a fora
Pra costeá zebú matreiro
E se não fosse os cachorros
E a pata da minha tordilha
Te juro, muita novilha
Tinha se enfiado no mato
Mas quando atravesso o rastro
Isto aprendi muito cedo
Misturo jeito e segredo
E acho uns toco pra o meu laço









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Muy buena, abraço pra Santan do Livramento