[Letra] Empurrando tropa
Título: Empurrando tropa
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Marcello Caminha
Ritmo: Chamamé
Albuns:
A tropa grande, marca de “S”, do Eduardo Soares
Índio buenacho, cria dos Guerra lá de Santana
A três onteonte saiu do cárcaveo batendo água
E eu vou na estrada, ressabiando as mágoas num florão de zaina
Moreno Augusto não facilita na volta do passo
Mete o picasso e afina a ponta dessas vaquilhonas
Ajuda o Kiko a fazer um fiador no que termina o mato
Já que o Mulato vem costeando o beiço de uma redomona
Trezentas novilhas, de pêlo fino, tudo sobreano
Que todos os anos vão pra recria lá na Guabijú
É pra entregar pra o seu João Barbosa sem faltar nenhuma
Gado bem cruzado, de raça das buenas
Em Pampa e Poliango, sangue de Zebu
Já faz muito tempo que eu ando na lida empurrando tropa
Levando na estampa um resto de pampa que ainda não se foi
E dentro d’alma, muitas rondas calmas com cheiro de pasto
Cortando distância, seguindo o rastro
De um futuro incerto e de casco de boi
Eu vou na frente pra achar boa aguada e pendura um consumo
O horizonte é o rumo da sina estradeira e sempre que se pode
Se desencilha, numa sombra grande, num jeitão gaúcho
Pra se dá o luxo de, vez por outra, engraxá o bigode.
O tempo arisco já vem meemando na tarca dos dias
E a gadaria berrando triste, cansada da estrada
Mas menos mal que amanhã de tarde entregamo a tropa
E num trote chasqueiro, largamo de volta
Loco de saudade da mulher amada.








