[Letra] Das coisas simples da gente
Título: Das coisas simples da gente
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Rogério Melo e Luciano Maia
Ritmo: Rasguido-Doble
Álbum: Das coisas simples da gente
Uma gaita de botão um candeeiro enfumaçado
Um bailezito ajeitado num ranchito de torrão
Onde a própria evolução se apeia de madrugada
Matando a sede na aguada da mais pura tradição
Um rangido de basteira cantiga de correr boi
Num tempo que ano se foi pois tem alma de fronteira
A velha pampa campeira de repente se agiganta
Quando um índio abre a garganta numa marca galponeira
São coisas simples que falo do jeito da minha gente
Que levanta o continente antes do canto do galo
Bebe apojos do gargalo da noite negra chirua
Trança tentos, ronda luas e faz pátria de a cavalo
Um aparte campo a fora de salta grama pra cima
E um ovelheiro da estima troteando abaixo da espora
Uma guitarra que chora numa coplita sentida
Misturando vida e lida com a fé em Nossa Senhora
Um buenas bem macanudo num saludo de fronteira
Um “êra, êra” tropeiro um sovéu dos cabeludo
Um pingaço topetudo pra um domingo de carreira
E uma chinoca faceira bonita acima de tudo







