Dicionário CesarRogeirês
É claro que é uma brincadeira o título deste artigo. E é claro que eles não inventaram nada que não fora inventado antes na cultura crioula, na cultura exata, original, da forma que os seus ancestrais aprenderam e de forma igual repassaram.

Este é um dos responsáveis pelas letras
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Quero neste espaço colocar algumas palavras que escuto nas músicas de César Oliveira e Rogério Melo e, como vocês sabem, não aprenderia se não fosse fã deles, uma vez que vivencio, em uma Santa Catarina litorânea e praieira, uma cultura diferente.
Deixo destacado também que este artigo estará em constantes atualizações. Por isso, ele começará pequeno e irei agregando mais palavras e expressões ao longo do meu estudo pela cultura tradicional gaúcha.
Por ser a primeira música que vi e foi o motivo pelo qual me tornei fã da dupla, a letra de Retrato de Pampa e Invernada será a primeira a ser revisada e “traduzida”.
Dicionário CesarRogeirês
A
- Achicá – Diminuir, encolher, amedrontar.
- Alvorotar – O mesmo que alvoroçar, alvoroço. Agitar.
- Apear – Desmontar (do cavalo); descer.
- Apero – O conjunto das peças necessárias para encilhar o cavalo; arreios, jaez
- Apojo – O leite mais grosso que se pode extrair da vaca depois de tirado o primeiro, que é pouco espesso.
- Arrocinar – Tirar as manhas de (o cavalo), preparando-o para qualquer serviço.
B
- Baeta – Um tipo de tecido, felpudo, feito de lã.
- Bagual – Potro arisco, rude, redomão, mal domado, recém domado, velhaco. É também usado como adjetivo de algo legal, bom.
- Balda – Mania, manha.
- Barbicacho – Tipo de chapéu; aquele cordão que passa por baixo do queixo para segurar o chapéu na cabeça.
- Basteira – Parte do lombo do potro; onde se colocam os bastos.
- Bastos – As partes acolchoadas do lombilho que assentam no lombo da cavalgadura.
- Batoví – São Gabriel do Batoví (Vila do Batoví, em 1801); Cidade do Interior do Rio Grande do Sul onde nasceu Rogério Melo.
- Bochincho – Bailão; divertimento popular.
- Bolcada – Na doma, quando o cavalo se levanta e fica na vertical, jogando o domador pra trás.
- Brasino – Tipo de pelagem de cavalo; Da cor da brasa, avermelhado.
- Buçal – Arreio da cabeça e do pescoço do cavalo que se compõe de focinheira, cabeçada, fiador e cedeira.
C
- Caborteiro – Cavalo arisco, velhaco, falso, baldoso.
- Cabungo – Sujeito pouco asseado.
- Campante – Do espanhol: Campante. Orgulhoso, satisfeito, alegre.
- Cancha – Pista preparada em terreno plano para carreiras ou corridas de cavalos; raia. Abrir cancha: Abrir passagem, caminho, lugar.
- Canhada – Do espanhol: Cañada. Baixada entre coxilhas. Espaço entre dois morros, comuns em fronteiras.
- Carancho – O mesmo que carcará. Ave falconídea comum na América do Sul.
- Catre – Leito, cama.
- Chairar – Afiar.
- Changa – Negócio, gorjeta.
- Charlar – Falar, conversar.
- Charque – Carne salgada como forma de mantimento.
- Charqueada – Local onde se faz o charque.
- Chibo – Cabrito de até um ano de idade.
- Chiru – O mesmo que xiru – Índio ou caboclo.
- Cincerro – Campainha que é pendurada no pescoço da égua madrinha, servindo de guia para o resto da tropa.
- Cincha – Faixa de couro ou de qualquer tecido forte, que passa por baixo da barriga da cavalgadura para segurar a sela.
- Cogote – O mesmo cangote; nuca, pescoço.
- Cogotilho – Tosa que se faz, por garbo, nas crinas do cavalo acompanhando-lhe a volta do pescoço.
- Colgado – Enforcado; Enfeitado.
- Copla – Pequena composição poética, ger. em quadras, para ser cantada.
- Coronilha – Árvore de madeira muito resistente. Diz-se do sujeito valente, forte, resistente.
- Corticeira – Árvore regular, ornamental, da família das leguminosas (Erythrina crista-galli), de pedúnculos florais vermelhos e fruto que é vagem pedunculada, com sementes oblongas e pequenas. Fornece madeira branco-amarelada, muito leve e porosa; Onde se colhe a cortiça.
- Coxilha – Campina com pequenas e contínuas elevações, arredondadas, típica da planície sul-rio-grandense, em geral coberta de pastagem, e onde se desenvolve a pecuária.
- Cuera – Matadura ao lado do fio do lombo dos cavalos, originada do uso dos lombilhos; unheira, tubuna; Diz-se do homem valente.
- Cusco – Cachorro.
E
- Espora – Nazarena. Instrumento de metal que se põe no tacão do calçado para incitar o animal que se monta.
G
- Garrão – Parte da perna, o calcanhar do boi. Afrouxar o garrão – Acovardar-se, dobrar as pernas.
I
- Invernada – 1 – Estação do ano rigorosa. 2 – Grande extensão de campo cercado usado para criar, engordar e cruzar o gado.
P
- Pago – (sinônimos: Rincão, Querência, Lar) Lugar onde se nasceu.
- Pampa – 1 – Denominação dada às vastas planícies do Rio Grande do Sul e dos países do Prata, cobertas de excelentes pastagens, que servem para criação de gado, principalmente bovino, cavalar e lanígero. Apesar de haver sido usado algumas vezes no feminino, o termo, é considerado do gênero masculino pela maioria dos estudiosos da matéria. 2 – Nome dado aos antigos índios que habitavam o pampa. (É palavra da língua quíchua: pampa, campo aberto, planura, savana).
- Potreiro - Lugar cercado, pouco extenso, nos arredores duma estância, no qual se guardam os animais empregados nos trabalhos quotidianos (cavalos de montaria, vacas de leite, etc.) e os animais doentes que necessitam cuidados diários. (Dicionário Aurélio)
R
- Rincão – Qualquer porção da campanha gaúcha onde haja regato, capões ou qualquer mata.
Fontes:
Glossário de expressões Gauchescas
Dicionário Aurélio