Destaque:
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Escrito por: Daniel Becher em junho 30, 2009 Nenhum comentário
É isso aí gauchada, enquanto não chega às lojas, o trabalho duplo de César Oliveira e Rogério Melo, Procedência, chega metendo a cara na Internet. Duas canções já tinham sido liberadas, Apegos e Anseios do Meu Canto e Regional já são como velhas conhecidas nossas… agora, O Velório do Juca Torto, um tango véio gaúcho [...]
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Escrito por: Daniel Becher em junho 30, 2009 Nenhum comentário
Título: Domador Loco
Letra: Rogério Villagrán
Ritmo:
Parece que eu já nasci com relho e tento na mão
Tirador meia-canela e espora riscando o chão
Já vim montado num basto, também de chapéu tapeado
E me esperavam aqui no mundo com um potro de queixo atado
Trouxe bocal e maneia, uns maneador e buçal
arreio e corda forte que é pra lidar com [...] -
Escrito por: Daniel Becher em junho 30, 2009 Nenhum comentário
Título: O Velório do Juca Torto
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Ritmo:
Fui no velório do querido Juca Torto, eu era íntimo do morto, pero mucho más da viúva
Babava águas, pesos de raio e trovão, entrei de chapéu na mão e poncho encharcado da chuva
Tomei um trago de canha meio sem jeito, é que tenho este defeito de gostar [...] -
Escrito por: Daniel Becher em maio 26, 2009 4 comentário
Pues então, gauchada, uma excelentíssima notícia pra quem queria um pouco mais de Cesar e Rogerio. Pra provar que é realmente verdade esse baita trabalho, tão esperado por nós no lado de cá dos palcos rincões afora, já estão disponíveis para download duas músicas, uma de cada disco do CD duplo que Cesar Oliveira e [...]
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Escrito por: Daniel Becher em maio 25, 2009 Nenhum comentário
Título: Apegos e anseios do meu canto
Letra: Rogério Villagrán
Ritmo:
Rezo esta prece frente ao altar que me atrai
Aquerenciado nesta crença que levanto
junto ao apego que sustenta minha gana
de ser terrunho, crioulo do chão que canto
junto ao apego que sustenta minha gana
de ser terrunho, crioulo do chão que canto
Trago comigo tropilhas de pingos buenos
rodeios grandes costeados [...] -
Escrito por: Daniel Becher em maio 25, 2009 Nenhum comentário
Título: Regional
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Ritmo:
[Declamação]
Regional é uma criolla. Arte, cultura campeira
Um rangido de basteira, um redomão de bocal
Um universo rural num sentimento profundo
Que antes de sermos do mundo, temos que ser regional
Meu canto crioulo é qual pasto nativo
Que brota com força e se estende na pampa
Juntou rebeldias pelas recolutas
Da raça mais bruta herdou essa estampa
É [...] -
Escrito por: Daniel Becher em maio 16, 2009 3 comentário
Há algum tempo César Oliveira e Rogério Melo já anunciavam que iam lançar um CD duplo. Ainda no recém encerrado programa Pátria Pampa, na rádio Rural, César comentava um pouco sobre o trabalho diferenciado que seria. E então o suspense está se acabando, pois os novos filhos da dupla mais bagual desse Rio Grande já [...]
Letra: Rogério Villagrán
Ritmo:
Parece que eu já nasci com relho e tento na mão
Tirador meia-canela e espora riscando o chão
Já vim montado num basto, também de chapéu tapeado
E me esperavam aqui no mundo com um potro de queixo atado
Trouxe bocal e maneia, uns maneador e buçal
arreio e corda forte que é pra lidar com os bagual
espora de sete dentes pra ginetear o destino
que Deus reserva pra os homem e ver se escrevo meu nome nas paleta de um malino
[Declamação]
E quando eu sair pra o mundo, eu não quero ser doutor
quero chegar numa estância e me justá de domador
onde tenha potro xucro só de raça caborteira
que num coice apague o rastro
que saia arrancando o pasto e toque de lado as basteiras
Eu quero tudo veiaco, coiceiro e manoteador
que tenha cosca na boca, empachado e boleador
que sejam tudo bocudo, que eu canse os braços golpeando
Que custe a ficar sujeito, que encoste o queixo no peito, que caia e fique roncando
Eu só não escolho o pêlo pois nenhum se bota fora
que andem só de lombo duro se assustando das esporas
volto pra enfrená a potrada quando o inverno vier chegando
porque chuva não me estorva e voltem na segunda sova, tudo potro e veiaqueando
E o pau vai pegar…
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Ritmo:
Fui no velório do querido Juca Torto, eu era íntimo do morto, pero mucho más da viúva
Babava águas, pesos de raio e trovão, entrei de chapéu na mão e poncho encharcado da chuva
Tomei um trago de canha meio sem jeito, é que tenho este defeito de gostar de coisa triste
E quem resiste a um velório com cachaça, com rapadura bolacha e umas véia pra dizer um chiste
Varei a sala arrastando as nazarena, corri os zóio na morena chorando embaixo de um véu
Tinha um gaiteiro vaqueano das horas brabas que floreava uma pianada pedindo as bênçãos pra o céu
[Refrão]
Não chora linda, não chora minha querida
porque a saudade é um mau que o tempo cura
Não chora linda, não chora minha querida
que nessas voltas da vida a gente acha o que procura
Eu tinha um lenço borbado com as inicial e ofereci muy cordial, tapado de sentimento
não te preocupa que os amigo são pra isso, fica aqui meu compromisso te amparar neste momento
Vendo a quietude que negaciava o ambiente, fui pra o lado de um parente falando o que era preciso
Me dê licença que eu conhecia o finado, sei o que ia querer o coitado, que eu cantasse de improviso
[Versos de Anomar Danúbio Vieira]
Juntei o sombreiro ao peito e saquei um verso da goela
Sentido eu faço este verso, em respeito ao falecido
que era meu amigo, desde os tempos de guri
Se agora me encontro aqui, pra te dizer por inteiro
pode ir-te embora parceiro que a viúva eu cuido pra ti
[Refrão]
Não chora linda, não chora minha querida
porque a saudade é um mau que o tempo cura
Não chora linda, não chora minha querida
que nessas voltas da vida a gente acha o que procura
Gostaríamos de nos reportar a todas as pessoas que compareceram ao Parque Conta Dinheiro, em Lages, onde estava previsto o nosso show como encerramento da 17ª Sapecada da Canção Nativa, na última terça-feira, dia 09 de junho. Infelizmente, o show não ocorreu devido a problemas com a organização do evento, que se mostrou bastante descortês e intransigente, negligenciando as necessidades de acesso ao evento não só de nossa equipe como de outros participantes do festival. Lamentamos muito que, a partir de um mero desentendimento a respeito do acesso da nossa van ao local do show, a organização tenha tomado a autoritária decisão de cancelar nossa apresentação na Sapecada.
Salientamos nosso respeito pela cidade de Lages e seus cidadãos. Aos fãs e amigos que estiveram no local com a intenção de assistir ao nosso show, reiteramos a nossa lástima pelo ocorrido ao mesmo tempo em que frisamos que, no que dependia da dupla César Oliveira e Rogério Melo, o show certamente teria ocorrido, pois, para nós, o compromisso com nosso público é prioridade sobre quaisquer outras questões.
NOTA DO AUTOR DESTE BLOG:
Endosso a opinião da produção de César e Rogério, assim como dos nossos queridos cantores, e também lastimo que tal fato tenha ocorrido numa festa que é tipicamente tradicional, e que abriga um grande festival, respeitado e reconhecimento nacionalmente no que tange a cultura gaúcha. Deixo aqui, então, meu descontentamento com os fãs da dupla que, assim como eu, não só esperamos as apresentações em nossas cidades mas que também viajamos centenas de quilômetros pra acompanhar o que de melhor existe na cultura sulina.
Vida que segue!

Aproveitem para baixar:
Apegos e anseios do meu canto (Cesar Oliveira/Rogério Villagrán) – VER LETRA
Regional (Rogério Melo/Anomar Danúbio Vieira) – VER LETRA
Apesar de serem duas músicas de cada disco “solo” (ou semi-solo, como digo por aqui), ambas, assim como outras quatro de cada disco, têm participação do outro.
Não deixem de ouvir e acompanhar a letra, que transcrevi com exclusivdade pro Blog Pátria Pampa.